Belém, 18 de janeiro. 21:00 H.O local: um igreja evangélica. Lá fora caí aquela chuvinha característica da região amazônica nessa época do ano, o "inverno" nosso de cada ano. Dentro da igreja, um grupo de adolescentes que participam de um acampamento de 25 dias, faz apresentações de dança, teatro e falam, um pouco tímidos, sobre Deus, sobre relacionamento com Ele e de como a vida dEle mudou as suas vidas. Tudo certinho, dentro do padrão de tantos e tantos cultos evangélicos. Mas, ainda bem que Deus não se intimida pelas nossas repetições de fórmulas mágicas e, ali, naquela noie, Ele, o próprio Deus espera o momento exato para revelar-se a alguém. Uma revelação única, pessoal, intransferível. Há algum tempo que aqueles que me conhecem sabem que eu ando buscando algumas coisas diferentes na minha vida. Esse ano especialmente havia declarado "Ano Oficial da Fryda". Havia feito planos, projetos, metas e objetivos traçados. Todos os planos e metas passavam obrigatoriammente por uma pessoa: eu mesma. Bem, nesse dia 18 de janeiro, Deus se deu o trabalho de trazer um ser humano lá do Rio de Janeiro, pra liderar uma campanha de King's Kids e falar sobre recomeços. Enquento eu estava lá na frente, entregando pra Deus meus planos para 2005, Ele me falou manso e suave como sempre fala comigo nas horas em que eu paro de lutar com Ele: Aquele que acha sua vida, na verdade, perde. Mas aquele que perde sua vida, por amor de mim, na verdade a encontra. Tantas e tantas vezes lido e relido esse texto, pela primeira vez na minha vida ele fez sentido pra mim, pessoalmente, explicitamente revelado pelo Dono da Palavra. Eu tenho todo o direito de "achar" minha vida, querer tomá-la de volta pra mim, aproveitar meu tempo para mim mesma, descansar, curtir. Poderia "achá-la" ao meu modo. Mas e aí? E no final? O que eu daria pela minha alma? Achar a vida, a minha vida, é achar a Vida! "(Jesus disse): Eu sou o caminho, a verdade e a Vida".
Escrito por Fry às 14:18
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Bem, há muito tempo não me disponho q escrever nada nesse diário (??!!) virtual e não sei bem o motivo desse silêncio tão grande. Falta do quê escrever, talvez, consciência da minha incompetência e reconhecimento de que há muitas pessoas que escrevem e conseguem dizer tudo e mais um pouco do que eu gostaria de escrever com muito mais lirismo (estou inspirada hoje!!)
Enfim, nem sei mais se aqueles que, por curiosidade ou falta do que fazer, liam minhas mal traçadas linhas ainda se dão o trabalho de procurar novidades nesse blog que fala das minhas descobertas e reflexões. Como pra mim, uma coisa nunca vem sozinha hoje resolvi escrever sobre uma descoberta feita esses dias e que me levou a um grande momento de reflexão.
Meu amigo amado Kelvin vai pra uma tribo lá pelos lados de Porto Velho e estávamos falando sobre isso quando ele me mostrou algumas fotos do local pra onde ele irá descobri o quanto pequena e mesquinha eu sou em relação aos índios e a qualquer povo cuja cultura é tão diversa da minha.
Minha visão de 'evangelismo" inclui "salvá-los" deles mesmos, da sua cultura, dos seus rituais e valores; trocar tudo o que eles têm (e admitir que eles têm alguma coisa é muito difícil pra minha mente medíocre-urbana) por valores meus e da minha sociedade. Meu "evangelho" é uma misto de comiseração e "boas novas".
Foi chocante descobri que eu realmente não amava aquelas pessoas. Eu as achava simplesmente necessitadas da minha grande caridade; elas precisam de mim (ou de quelquer outro missionário bonzinho) que os tirasse da ignorância e desse-lhes uma "vida". Entenda-se por vida lanchonete, engarrafamento, buzina e shopping.
Ouvi uma vez uma missionária falar desse assunto. Ela falava de como nossa visão é que somos superiores aos povos pros quais somos enviados e como Deus é bom com eles por mandar pessoas como nós, para arrancá-los da vida sem graça que eles levam. Em nome disso, e não em nome de Deus, destruímos tantas culturas, devastamos tantas vidas que ficam, aí sim, sem graça, porque elas deixam de ser aquilo que Deus as criou para ser.
Na hora em que ouvi isso, vibrei e lá no fundo disse um "bem feito" pra "igreja" que destrói culturas diferentes da sua como se estivesse salvando vidas. Só que nesse dia em que vi as fotos do Kelvin, lembrei que a Igreja sou eu.
Escrito por Fry às 11:23
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Seguinte: essa música é do grande Milton Nascimento! Lembrei de uma certa amiga minha. Amiga, irmã, confidente, enfim, todas essas coisas que melhores amigas são! Ganha um sorvete de castanha-do-pará quem acertar.....rs. Beijos pra todos que ainda têm paciência de entrar aqui e não ver nenhuma das imagens e nenhuma mensagem nova! Obrigada!
Que bom amigo
Que bom, amigo
Poder saber outra vez que estás comigo
Dizer com certeza outra vez a palavra amigo
Se bem que isso nunca deixou de ser
Que bom, amigo
Poder dizer o teu nome a toda hora
A toda gente
Sentir que tu sabes que estou por que der contigo
Se bem que isso nunca deixou de ser
Que bom amigo
Saber que na minha porta
A qualquer hora
Uma daquelas pessoas que a gente espera
Que chega trazendo a vida
Será você
Sem preocupação
Escrito por Fry às 11:01
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Escrito por Fry às 10:37
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Quase sem Querer |
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Letra: Renato Russo Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha |
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Tenho andado distraído, Impaciente e indeciso E ainda estou confuso. Isso que agora é diferente: Estou tão tranqüilo E tão contente.
Quantas chances desperdicei Quando o que eu mais queria Era provar prá todo o mundo Que eu não precisava Provar nada prá ninguém.
Me fiz em mil pedaços Prá você juntar E queria sempre achar Explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído Fiz questão de esquecer Que mentir prá si mesmo É sempre a pior mentira.
Mas não sou mais Tão criança a ponto de saber Tudo.
Já não me preocupo Se eu não sei porquê às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito: O infinito é realmente Um dos deuses mais lindos. Sei que às vezes uso Palavras repetidas Mas quais são as palavras Que nunca são ditas?
Me disseram que você estava chorando E foi então que percebi Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo Se eu não sei porquê às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu quero o mesmo que você.
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Escrito por Fry às 09:30
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Eu gosto do Charlie Brown ..... não sei se porque ele é morto de calmo, coisa que eu decididamente não sou, ou se porque as coisas sempre dão quase certo pra ele ....mas nunca dão certo mesmo.... coisa que acontece com todo mundo, inclusive comigo. Enfim, eu gosto do Charlei Brown!

Escrito por Fry às 11:54
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Em espírito e em verdade. Assim seria a adoração verdadeira procurada pelo Pai. Pelo menos, foi isso que o Filho disse; imagino que o Filho deva saber bem o que agrada ao Pai.
Mas, às vezes, só às vezes, fico pensando se, apesar de ouvirmos, cantarmos e berrarmos esse versículo mais que constantemente, quase a exaustão, se entendemos de verdade o que o Filho disse que o Pai procura.
Em um tempo onde a palavra “adoração” parece remeter diretamente para o verbete “emoção”, me pergunto se eu já descobri o que o Pai procura. Será que Ele tem me achado ou a névoa do meu emocionalismo com dia e hora marcada tem impedido de eu me deixar achar por Ele?
Fico pensando, às vezes, só às vezes, se hoje em dia não “adoro” muito mais o “período de adoração” que o motivo da adoração. A corda que puxa a berlinda hoje em dia tornou-se uma séria rival da própria imagem que ela puxa.
Às vezes, só às vezes, penso se a minha fé de hoje resistirá à próxima mudança de “estilo” na adoração. Qual será “a melhor banda de todos os tempos da última semana” que irá “me conduzir” na minha adoração? Não sei.
Deus é espírito, mas Ele é de verdade. E os que O adoram deveriam adorá-lO em espírito e em verdade. Com música ou sem ela. Penso, às vezes, que a minha adoração não tem tanto a ver com as minhas mãos se levantarem durante um culto, se elas não se levantam contra a injustiça que me cerca; nem com os meus olhos fechados, se eles continuam fechados pro miserê instaurado no mundo.
Às vezes, eu acho que a minha adoração deveria ser incessante. E quando acho isso não acho que deveria cantar ou chorar 24 horas por dia; acho que a minha adoração deveria ser com a minha vontade de viver. Viver de verdade, viver A Verdade. Sem obrigá-la aos outros mas deixando que ela, A Verdade atraia os outros a si.
A Verdade liberta. Liberta mesmo! Até mesmo dos conceitos enformados da minha religião. A liberdade assusta; esse poder de escolher livremente, verdadeiramente livre, assusta. Assusta quem foi liberto; assusta quem não quer ser liberto e assusta quem não quer que os outros descubram que não são livres. Eu estou extremamente assustada.
Só pra terminar: quando escrevi esse último parágrafo, lembrei de um filme que fala disso: A fuga das galinhas. Pode parecer engraçado, mas acho que, boa parte dos evangélicos, gostamos da “granja”, do “granjeiro”, das respostas prontas e que não exigem de nós muito esforço nem escolhas. Quem não viu esse filme, veja. Quem já viu, veja de novo e preste atenção no que a galinha que vive de “férias” diz pra Ginger. Sinceramente, a Ginger é minha heroína
Escrito por Fry às 17:00
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Segunda-feira........ chegando final de ano........ só dá mesmo vontade de parar um pouco e meditar sobre nossa participação ativa nesse planeta chamado Terra, avaliarr sobre a nossa valiosa participação na vida da comunidade onde estamos inseridos e ter um tempo para programar o futuro. Na verdade, isso é tudo papo-furado. O Garfield é lindo e sabe como levar a vida ou como diz o poeta Zeca Pagodinho: Deixa a vida me levar, vida leva eu..........
Escrito por Fry às 10:16
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Ele é lindoooooooooo
Escrito por Fry às 12:07
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10 de outubro, 16:30 h: em Belém do Pará, a berlinda trazendo a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, chamada Padroeira dos paraenses, chega à basílica depois de 9 horas de procissão puxada pelos romeiros exaustos, feridos, desidratados, mas realizados por terem conseguido levar até o final a “sua mãe”.
Mas esse é o final da história, é o ápice de drama que começa muito antes. É um triste fim de uma triste história contada há quase 300 anos todos os anos em Belém, a cada mês de outubro. É causa e conseqüência de muitas coisas que acontecem nesta cidade.
Nesse domingo do círio, fui a pé para a igreja porque, enfim, não tinha ônibus mesmo pra ir pra lá, e no caminho por diversas vezes senti uma vontade imensa de chorar. Uma multidão já se espremia pelas ruas circunvizinhas à basílica e eram apenas 8:30 da manhã.
Uma das coisas que mais me doeu foi pensar que não existem igrejas evangélicas, e evangélicos, só no dia do círio. Nós estamos aqui em Belém todos os dias do ano, convivemos com as pessoas que se preparam para ir ao círio constantemente, diariamente, mas só nos lembramos de fazer ”impactos” no dia do círio, quando, enfim, o povo está totalmente dominado pela emoção de ver a “virgem” “abençoando” a cidade.
O que eu faço no resto do ano que não me lembro que todo ano tem um mês de outubro e todo outubro tem um segundo domingo e todo segundo domingo de outubro tem um mar de gente acompanhando uma imagem de 30 cm de altura e espalhando faixas, balões, papel picado e muita, muita miséria pelas ruas de Belém?
Não consigo deixar de pensar que a culpa é, em parte, minha. Se um milhão de pessoas corre atrás de um pedaço de madeira entalhada em forma de mulher, se emociona ao ver esse mesmo pedaço de madeira passar a metros de distância, colocam nesse pedaço de madeira sua esperança, acho que falhei em oferecer para essas pessoas a Verdade. Não a minha verdade, mas a Verdade que liberta, a Verdade que tira do rosto o peso que vi sobre aquelas pessoas no domingo do círio. Não uma troca de religião, ou troca de pesos da minha religião por outra, mas uma troca de pesos entre o homem e Jesus.
A cada círio que passa as pessoas que vão atrás da berlinda ou puxando a corda jogam na cara da Igreja (que somos todos que reconhecem Jesus como Salvador) a sua omissão para com o grande naufrágio em que vivem. Lembrei de uma coisa que um dos vocalistas do Koinonia fala em um dos seus cds: Quando o mundo olhar para a Igreja e ver o amor de Jesus na Igreja, o mundo reconhecerá que Jesus Cristo é o Senhor.
A minha vontade, de verdade, era salvar do meu jeito aquelas pessoas; protege-las de si mesmas. Por mim, eu faria uma lobotomia em cada uma delas e pronto: todas estariam salvas da idolatria. Ainda bem que Deus é bem mais inteligente e sensível que eu. Ele deixa a escolha em nossas mãos, mesmo correndo o risco de escolhermos o errado. Ele, Deus, não conhece o que seja suprimir a vontade do homem que Ele criou. Isso me encanta nesse Deus que me liberta e anda ao meu lado, mas só se eu quiser.
Escrito por Fry às 11:53
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Depois de tanto tempo, eis-me aqui de novo, navamente, mais uma vez..... não sei se ainda tem gente que entre aqui para procurar alguma coisa interessante, mas caso tenha, meu sinceros pedidos de perdão pela ausência. Motivos técnicos me obrigaram a ficar longe dos teclados por um tempo.
E para não dizer que eu não falei sobre flores.... não vou falar sobre flores mesmo. Só queria compratilhar com quem quer que esteja lendo esse blog uma certa inquietação que me tem inquietado ultimamente: Nestes meus 28 anos de feliz existência uma coisa que aprendi ou tenho aprendido dia após dia é que uma das coisas mais perigosas que podemos guardar em nós chama-se "radicalismo".
E o que tem me inquietado é ver que a galera que deveria ser radicalmente anti-radical, os mais jovens, são os que se apresentam, muitas vezes, mais indispostos a mudanças ou ao, simples porém benéfico, ato de questionar. E olha que eu tento achar em Deus, no Deus apresentado na Bíblia, um traço que seja que justifique a parelha que nós insistimos em colocar porque somos evangélicos...... ainda não achei (ainda bem!).
Na verdade, é impressionante o quanto Deus se arrisca conosco!!!! Isso me atrai muito nesse Deus! Ele me deixa livre! Ele me deixa escolher! Ele não esconde nada de mim só para me "proteger" do pecado! Ele me conta tudo, às claras sempre me permitindo escolher o que eu quero. Deus é radicalmente libertador. Nós não. Somos mais propensos às normas imutáveis, às regras que não dão espaço para os porquês tão naturais e estimulantes.
Uma das coisas que de mais parecido com Deus que temos é a capacidade de pensar e parece que é justamente isso uma das primeiras coisas que as pessoas (pelo menos algumas) param de fazer quando se convertem. Seja por iniciativa própria ou por conta de algum líder maluco que insiste em pensar pelos seus liderados e insitituir leis que vêm sei lá da onde e que não podem ser questionadas. Cumpra ou morra!
Deus me fez livre. Jesus veio para me re-libertar. Muitas vezes voltamos ao jugo pesado de convicções religiosas e, o pior, é que jogamos o mérito tod pra Deus. Me lembrei agora de uma vez que Jesus falou aos fariseus sobre fardos: "Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los".
Ser radical é muito perigoso. A Palestina está aí para nos lembrar disso.
Escrito por Fry às 11:13
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Hoje não há nada para falar.... nem para escrever..... estou com fome e não consigo pensar em nada inteligente para escrever...... nem interessante, nem desinteressante. Estou feito o gatinho da foto: de birra!
Quem falar que as bochechas dele são iguais as minhas, vai se ver comigo depois.....
Bom, é isso. Sem nada para falar para ninguém. Vou comer!
Escrito por Fry às 11:01
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Vejam só: sou remista. Para os não-paraenses que lêem esse blog, ser “remista”, significa torcer para o Clube do Remo, ser azulina roxa e outras coisas mais. Bem, explicações dadas, posso continuar a desfiar minha queixa choramingosa sobre ser remista nos dias de hoje.
Sou remista e como todo remista acreditava que esse ano iríamos para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro (é, eu esqueci de explicar que o Remo está na segunda divisão), afinal ganhamos o Campeonato Paraense invictos, e em cima do nosso freguês, digo, rival.... não me atrevo a macular esse blog com esse nome hediondo... enfim, vocês sabem quem.
Mas, eis que descobrimos, a duras penas, que a segunda divisão não é tão ruim assim, principalmente quando se está ameaçado de descer para a terceira divisão, que, segundo um amigo meu remista, é o mesmo que entrar na prostituição: não se sai mais.
Como eu acredito na restauração de todas as pessoas, porque a Bíblia me garante isso e o meu amigo não conhece essa possibilidade, acho que podemos relevar esse comentário. Mas, enfim, eis que ontem chegou o dia da decisão: desce, não desce. Todos os remistas torcendo para o Remo (quem diria) continuar na segunda. Remo versus Náutico (líder da segundona) e toda a “nação azulina” reunida no Baenão.
Encurtando a história, depois de muito, muito sofrimento (muito mesmo) o Remo ganhou de 3 X 2.....
E depois disso, a gente se pergunta por que tanta angústia, tanta roeção de unha, tanto mal humor. Não muda nada se o teu time ganha ou perde, se é campeão ou está na lanterna. Tua vida continua no mesmo ritmo e tu não ganhas nada nem perde nada com nada disso. Os jogadores ainda recebem salário, prêmios, fama....alguns, pipoca e outras coisas jogadas pelos torcedores quando não estão muito felizes com o time. Mas nós, pobres torcedores não ganhamos nada.
Mas para não dizer que não ganhamos nada mesmo, aí vai um paralelo de crente que sempre aprende uma coisa com aquilo que acontece na vida diária do cotidiano do dia-a-dia: Paulo diz para a gente correr como os que disputam uma corrida – ou um campeonato de futebol – mas não esquecermos que o nosso prêmio não são coisas que acabam aqui mesmo. Nosso “bicho” é eterno. E na maioria das vezes nem lembramos disso.
Escrito por Fry às 10:17
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Não estava muito inspirada para escrever nada hoje, mas ao ler um dos muitos comentários da minha irmã Sylmara, me deu vontade de comentar o comentário dela. Além do fato dela comentar todos os textos de uma vez só, o que já é em si mesmo digno de nota, ela falou que a Cecília parecia “crente”. E foi engraçado (aquele tipo de coisa que chamamos de “engraçado” para não chamar “estranho”. E é engraçado chamar uma coisa “estranha” de “engraçada”) que eu estava pensando justamente sobre pessoas que agem como nós, os crentes, deveriam agir. Falei um dia desses sobre o Pe. Júlio Lancelloti, e poderia falar de outras tantas outras pessoas, em tantas áreas que fazem o certo, lutam pelo certo, querem o bem como regra e não como exceção...... e, pasmem, não são “crentes”.
Ultimamente estou cada dia mais convicta que nós, os crentes, salvos, remidos, conhecedores da Verdade (que é uma pessoa e não um conceito) não ocupamos o nosso lugar devido e pretendido por Deus. Cada vez mais acho que os melhores artistas, os melhores profissionais, os melhores políticos, as vozes mais altas pedindo justiça deveriam ser as nossas. Deveríamos ser conhecidos por sermos parecidos com o nosso Pai e aí a gente lê que o nosso Pai não via passivamente os desmandos dos governantes. Ele via e pesava tudo o que via. Deus não está com os olhos fechados, como nós insistimos em ficar muitas vezes, o miserê que o mundo está mergulhado.
Aí, pessoas que não andam com a Bíblia embaixo do braço nos surpreende com uma sensibilidade que nos deveria ser conhecida. Paulo, se não me engano fala sobre circuncisão do coração, dos gentios que cumpriam a lei sem conhecê-la. É circuncidado aquele que o é no coração.
Não consigo imaginar que só é crente aquele que é evangélico. Aquele que cumpre a vontade de meu Pai, esse me ama e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
Estamos vivendo para nós, para nossos conceitos, nossas músicas, nossas crenças, nosso umbigo. Estamos vivendo como se nada mais importasse nesse planetinha que vai ser destruído mesmo. Já fomos para o céu e o resto que dane-se. Se nós nos calamos, pedras clamam em nosso lugar. Não queremos nos “contaminar” e por isso vivemos em nosso mundinho evangélico cor-de-rosa. Confortável, com certeza, mas não acho que foi para isso que fomos bombardeados com a graça de Deus em nossa vida.
Escrito por Fry às 11:35
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Hoje não acordei muito inspirada para escrever...... minha cabeça está leve, leve..... tal qual um lindo balão de gás..... voando bem alto sem nenhuma outra pretensão além de voar.
Mas para não deixar os leitores corajosos deste blog na mão, resolvi vir aqui dizer que hoje não tem espetáculo.... não tem pensamentos profundos, nem meditações sérias da vida cotidiana do dia-a-dia. Resolvi colocar mais algumas fotos da minha última viagem a são Paulo atendendo reinvidicações de alguns leitores desesperados. Espero que dê para ver dessa vez.
Aproveitei para republicar as outras fotos que antes não eram visíveis. Se continuarem invisíveis, sinto muito mas paro de publicar fotos.... não deve ser de Deus.....
Escrito por Fry às 12:29
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